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ESG: conheça o termo e entenda sua importância

Por Time xTree
13 Janeiro 2022
Tempo de leitura: 4 min
ESG: conheça o termo e entenda sua importância

Veja como os fatores ambientais podem trazer impactos positivos na avaliação da sua empresa.

Environmental, social and governance, esse é o significado da sigla ESG, que, traduzido, fica: ambiental, social e governança, uma regulação criada para que as empresas estejam focadas também nos fatores sociais e ambientais. Essa responsabilidade com o meio ambiente e o bem da sociedade tem crescido entre as empresas, que, cada vez mais, têm colocado em ação as boas práticas de governança.

O termo surgiu em 2004, em uma publicação que o Pacto Global fez junto ao Banco Mundial, e foi considerado uma provocação de Kofi Annan, o então secretário-geral da ONU. Ele direcionou essa publicação aos líderes de grandes bancos mundiais sobre como incluir responsabilidades sociais, ambientais e de governança no mundo corporativo.

Um estudo realizado em 2021 pela plataforma Stilingue, em parceria com a Pacto Global, mostra um crescimento incrível da relevância do ESG no Brasil. Foram 22 mil publicações a respeito do assunto, um número 6 vezes maior que no ano de 2019. Isso demonstra um investimento no ESG em território nacional.

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Conheça os fatores que compõe o ESG

Ambiental

O comportamento dos consumidores é um fator que influencia muito as decisões de uma empresa, principalmente quando o assunto é a manutenção do planeta. Ninguém quer ter a imagem manchada como o grande vilão que polui os céus e os mares. Existem situações em que é preciso dar um empurrão, como é falado no livro Nudge. Por exemplo, é o caso da lei estadual do Rio de Janeiro que autoriza a venda de sacolas plásticas em mercados.

Pode parecer algo ruim para o consumidor, mas analisando o contexto ambiental, ao colocar a sacola à venda, que agora é feita com material biodegradável, você acaba mudando comportamento dos consumidores, pois aquela sacola comprada terá um tempo de uso muito maior que antes, além de forçar, no bom sentindo, a pessoa a utilizar uma sacola própria. Isso diminui drasticamente o número de sacolas que vão para o lixo e entopem os bueiros.

O mesmo vale para situações como a da Coca-Cola, que utiliza garrafas retornáveis. Isso gera um valor menor pago pelo consumidor ao comprar um novo produto. Esse ato de devolver a garrafa também gera outro impacto ambiental positivo, pois são garrafas a menos que estarão fazendo parte da poluição. Os resultados das empresas sempre são muito positivos na geração de retorno quando elas utilizam algum método de reciclagem.

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Não apenas isso, mas uma empresa que sabe onde colocar o lixo que produz e prioriza fontes de energia renováveis consegue o engajamento dos investidores para continuar crescendo. Ser responsável com o meio ambiente sempre trará benefícios. Se você usa energia eólica ou solar, por exemplo, a conta de energia elétrica virá menor.

Esse retorno não é apenas financeiro. A imagem da empresa perante a sociedade também influencia, pois a pressão popular para a preservação do meio ambiente é muito grande.

Social

Outro fator que anda muito em pauta é a questão social. A inclusão nas empresas vem crescendo muito nos últimos anos e é um assunto debatido com muita frequência. Isso engloba todas as esferas, como cor da pele, orientação sexual, deficiência física ou mental, gênero, entre outros. No caso de PCD, por exemplo, existe a Lei nº 8.213/91, que garante que uma empresa com mais de 100 funcionários precisa ter, no mínimo, 2% de colaboradores com deficiência física.

As questões sociais não param por aqui. A relação interna com os funcionários também faz parte do processo de inclusão. A empresa deve respeitar os direitos do trabalhador e, além disso, engajá-los nos assuntos sociais através de treinamentos e palestras. O diálogo entre os colaboradores e a chefia, como é na metodologia Kaizen, também pode ser menos burocrática, isso é, uma conversa de igual para igual e sem obstáculos.

Ainda no campo social, muitas empresas trabalham em prol da comunidade onde elas estão, com programas de Jovem Aprendiz, por exemplo, em que recrutam adolescentes para estudarem e aprenderem uma profissão, estando aptos para começarem uma carreira profissional dentro da própria companhia. Além disso, outros projetos que visam o bem da comunidade, como eventos culturais, entram em pauta.

Governança

Os fatores de governança são fundamentais para que os outros possam acontecer. Afinal, é quem está no comando que tem a palavra final. Os critérios de análise dos líderesda empresa devem estar concentrados no bem da companhia e da sociedade.

É possível, e necessário, alinhar os dois pensamentos. Por exemplo, contratar fornecedores que utilizam materiais recicláveis e que também adotam o ESG.

Nas questões internas, a organização da empresa também é algo que conta muito a favor, como a transparência nos processos de trabalho e nas contas da companhia. Uma empresa que não tem nada a esconder ganha muita credibilidade no mercado. Além disso, equipes de trabalho com funções bem definidas conseguem render muito mais.

O impacto do ESG nas corporações

Apesar das questões abordadas pelo ESG serem muito importantes, ainda não existe, de fato, um selo ESG. Com isso, algumas empresas apenas fingem serem compromissadas e andam na contramão, acreditando que a falta de transparência não irá prejudicá-las no futuro. Isso traz à tona as empresas conhecidas como Fake ESG, que além da falta de transparência, também manipulam relatórios e resultados.

Entretanto, a falta de um órgão ESG pode ser compensada através de certificados, como é o caso da ISO 50001, que fala justamente sobre gestão de energia. De nada adianta maquiar os resultados, pois os investidores buscam crescentemente empresas certificadas no mercado. Muito dessa preferência se dá por conta da pressão popular, que cada vez mais tem voz ativa e uma empresa mal falada é ruim para os negócios.

Além disso, existem muitos canais de denúncias para proteger o trabalhador, entre eles, do próprio Ministério do Trabalho. Se confirmadas as denúncias, a empresa pode ser multada e, consequentemente, perder contratos importantes.

Os investimentos crescentes no ESG demonstram uma preocupação das empresas em não terem sua imagem arranhada. A adoção desse conceito de boas práticas precisa ser, além de divulgada, mostrada de fato. Através da transparência, podemos saber quem está fazendo o mínimo para ser relevante além das questões financeiras, e dando para a sociedade muito mais que um produto, uma mudança cultural.

E não deixe de escutar o episódio 10 do nosso podcast, O X da Gestão, onde convidamos a Presidente da ABRH RJ, Lúcia Madeira, para falar sobre O Novo Paradigma de Gestão de Pessoas. Você pode escutar o episódio clicando AQUI.


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